Pensar global accion local
Publicacion de: EUSKAL Totes les autor
Es un plaisir publier le interview en le magazine de IPCM, «International Paint & Coating Magazine» de le trajectorie de GEINSA, nostre evolucion et le risk technologik que afronte en le area de le recubrimente industrial.
Temos o prazer de apresentar a recente entrevista publicada na revista IPCM, International Paint & Coating Magazine, sobre a trajetória da GEINSA, a nossa evolução e os desafios tecnológicos que enfrentamos no âmbito do revestimento industrial.
GEINSA: inovação contínua e raízes sólidas
A história da GEINSA, empresa bilbaína dedicada ao design e à construção de instalações de pintura em pó e líquida, está estreitamente ligada ao desenvolvimento industrial do País Basco, especialmente no setor da construção naval e das infraestruturas. Nesta entrevista, descobrimos em profundidade a missão, a visão e os objetivos futuros desta empresa firmemente enraizada em Espanha, mas com alcance mundial.
Diversas fontes históricas e museológicas relatam como a construção naval em Bizkaia, uma província da comunidade autónoma do País Basco, forjou desde o início do século XX um tecido empresarial forte e duradouro (Euskalduna e outros estaleiros).
Durante a última parte do século XIX, a área ao redor do estuário do rio Nervión, em Bilbau, iniciou um processo de transformação até converter-se num espaço industrial moderno. O crescimento da indústria mineira e do setor marítimo trouxe um aumento da procura de navios, impulsionando o desenvolvimento da moderna construção naval.
Esta evolução industrial explica a atual concentração de fornecedores técnicos especializados no tratamento e acabamento de metais na zona de Bilbau. A construção e reparação naval exige oficinas de maquinagem e soldadura, bem como fornecedores de revestimentos e sistemas de pintura para componentes de grandes dimensões (cascos, superestruturas, componentes incluídos nos contratos).
Nos últimos anos, os estaleiros do País Basco (como Zamakona, Murueta, entre outros) especializaram-se na construção de navios especiais e em reparações complexas, o que gerou uma procura de fornecimentos altamente sofisticados em termos técnicos e, em muitos casos, personalizados.
Este contexto favoreceu o desenvolvimento de empresas de vanguarda como a GEINSA, localizada em Erandio (Bilbau), uma das principais empresas de engenharia e fabricação de instalações de revestimento líquido e em pó – manuais, semiautomáticas e automáticas – da Península Ibérica. A sua história está intimamente ligada ao desenvolvimento da indústria naval no golfo da Biscaia.
Por ocasião da mudança da GEINSA para a sua nova localização, em junho, entrevistámos GEINSA. No encontro, Franco revisitou os marcos mais relevantes da trajetória da empresa, destacando os seus principais pontos fortes, as linhas estratégicas de crescimento e a forma como a GEINSA encara o futuro. Desde a sua fundação, em 1967, a empresa já montou mais de 3.000 instalações de revestimento superficial em mais de 30 países.
Quais momentos destacaria como os mais importantes na história da GEINSA?
GEINSA: “A GEINSA foi fundada em 1967. O atual proprietário e presidente começou fabricando sistemas de geração de calor, que rapidamente evoluíram para cabines de pintura estáticas destinadas ao setor da construção naval e à indústria de carroçarias. Foi nos anos 1970 que começámos a instalar as primeiras cabines para reparação da pintura automóvel, abarcando posteriormente veículos maiores e componentes industriais.
Na década de 1980, orientámo-nos para o design de instalações mais complexas e estruturadas. Com o tempo, foram desenvolvidas as primeiras linhas completas de revestimento líquido, com pré-tratamentos automatizados e processos integrais que incorporavam todos os elementos necessários para automatizar as operações.
Foi então que o revestimento em pó começou a consolidar-se como alternativa válida à pintura líquida, oferecendo vantagens competitivas e maior adequação para certos produtos. Desde então, a GEINSA continuou a evoluir, desenvolvendo instalações automáticas tanto para revestimento líquido como em pó, incorporando progressivamente todas as tecnologias disponíveis.
Visitar feiras, analisar inovações e adaptá-las aos nossos sistemas sempre fez parte fundamental da nossa filosofia. Mesmo quando uma tecnologia ainda não estava totalmente desenvolvida, conseguíamos integrá-la para oferecer valor acrescentado aos nossos clientes. Esta evolução constante – nunca revolucionária, mas sempre progressiva – garantiu-nos estabilidade financeira e crescimento contínuo ao longo dos anos.
O capital humano também desempenhou um papel-chave: além de profundamente comprometida, a nossa equipa recebe formação contínua para evoluir em paralelo com o desenvolvimento corporativo.”
Diria que a principal força da empresa foi a capacidade de antecipar as mudanças?
GEINSA: “Sim, sempre procurámos manter-nos um passo à frente. Há muito tempo integramos sistemas para melhorar a eficiência energética das nossas instalações. Quando se começou a falar de digitalização e Indústria 4.0, nós já havíamos incorporado elementos que nos preparavam para essa mudança. Atualmente, trabalhamos de forma semelhante no âmbito da descarbonização. Há anos estudamos como integrar soluções que reduzam o uso de combustíveis fósseis, antecipando o momento em que estes se tornem obsoletos.
Estamos localizados numa zona industrial altamente desenvolvida, o que nos permitiu construir, ao longo do tempo, uma sólida rede de fornecedores e parceiros. No entanto, sempre mantivemos uma oficina interna, o que nos deu independência e capacidade produtiva: nos momentos de crise económica, pudemos contar com os nossos próprios técnicos e manter o quadro de pessoal sem recorrer a subcontratações. O mesmo acontece com as equipas de montagem, compostas por profissionais experientes e estáveis, com profundo conhecimento das nossas instalações.
Colaboramos com fornecedores especializados em ventilação, aquecimento e climatização, que consideramos autênticos parceiros tecnológicos. Fazem parte da nossa evolução: mantêm-nos atualizados sobre inovações e ajudam-nos a integrá-las nos nossos sistemas.”
Considera que o principal investimento da GEINSA tem sido no capital humano?
GEINSA: “Absolutamente, sim, mas sem negligenciar a inovação tecnológica. Desenvolvemos inúmeros projetos de investigação e desenvolvimento. Não nos consideramos simples fornecedores, mas parceiros tecnológicos dos nossos clientes. Quando um cliente enfrenta um problema de pré-tratamento ou acabamento superficial, analisamos juntos e procuramos a solução mais eficaz. As nossas instalações costumam ser modulares, mas são sempre personalizadas de acordo com as necessidades específicas de cada cliente.
Por isso, sempre que um cliente instala um sistema GEINSA numa nova planta, a linha é adaptada ao ambiente específico, mesmo que o produto final seja idêntico. O nosso objetivo é proporcionar uma solução que ofereça vantagem económica, melhore a eficiência e aumente a produtividade. Esta abordagem tem fomentado relações sólidas e duradouras.
Aproximadamente 60–70% da nossa faturação provém de clientes que confiam repetidamente em nós. Somos extremamente rigorosos no cumprimento das especificações e dos prazos de entrega, o que consolidou a nossa reputação. Recentemente, ampliámos a nossa capacidade com um novo centro produtivo equipado com maquinaria de transformação metálica de última geração que, graças ao seu elevado nível de automatização, nos permite aumentar a produtividade sem aumentar substancialmente o pessoal.
Apesar das várias crises económicas que enfrentámos, a GEINSA nunca parou. Pelo contrário, soube transformar cada desafio numa oportunidade de crescimento, atuando com visão de longo prazo, incorporando melhorias e antecipando o futuro.”
Falando de digitalização: que tipo de tecnologias está a GEINSA a desenvolver atualmente?
GEINSA: “Antes da pandemia, já tínhamos começado a integrar sistemas de telemetria e digitalização nas nossas linhas, a fim de fornecer assistência remota aos clientes, especialmente no estrangeiro. A pandemia, e a pausa que implicou, permitiu-nos aperfeiçoar esses sistemas. Hoje, graças ao sistema TELEMATIK, as nossas instalações recolhem e analisam dados em tempo real: produtividade, velocidade, consumos, qualidade dos banhos de pré-tratamento.
Desenvolvemos uma plataforma avançada de Indústria 4.0 com funções preditivas e algoritmos de análise que representam o passo seguinte rumo à implementação da inteligência artificial. Os clientes podem monitorizar tudo – desde o PC, tablet ou smartphone – e visualizar o estado de qualquer máquina, analisando eventuais anomalias ou margens de melhoria.
Cada nova máquina incorpora entre 5 e 10% de inovações em relação à geração anterior, graças a um processo constante de otimização energética e redução de consumos.”
A GEINSA projeta instalações para revestimento superficial líquido e em pó. Como se distribuem estas duas tecnologias no mercado atual?
GEINSA: “Depende muito do produto final. Alguns setores só podem utilizar revestimentos líquidos por razões relacionadas com os substratos ou com as temperaturas máximas do ciclo de produção. No entanto, o revestimento em pó evoluiu muito: hoje existem pós de baixa temperatura de polimerização, cerca de 120°C, que permitem revestir até materiais termo-sensíveis como plástico ou madeira. Isso abre novos mercados antes impensáveis.
O revestimento em pó oferece um nível maior de automatização e robotização, mais fácil de implementar do que o revestimento líquido, processo que ainda exige certa destreza manual para acabamentos estéticos de alto nível.
Por outro lado, o revestimento líquido oferece elasticidade e qualidades estéticas superiores. Embora ambas as tecnologias convivam no mercado, o revestimento em pó destaca-se pelo menor impacto ambiental, já que não emite compostos orgânicos voláteis. A GEINSA atua em setores muito diversos – do eólico ao ferroviário – onde o revestimento líquido continua a ser a opção preferida para os ciclos anticorrosivos mais exigentes.
Em 2024, o revestimento em pó representou a maior parte da nossa faturação. Em 2025, trabalhámos intensamente nos setores eólico e ferroviário, com grandes componentes tratados com revestimento líquido. Um exemplo são as quatro cabines estáticas de revestimento que instalámos no porto de Bilbau, de dimensões excecionais: 120 x 20 x 25 metros. Para 2026, prevemos um novo crescimento nas instalações de linhas de revestimento em pó.”
Quais são os objetivos empresariais a curto prazo?
GEINSA: “Queremos continuar a crescer de forma sustentada, com incrementos anuais entre 2 e 5%.
O novo centro produtivo tornar-se-á o nosso polo principal, enquanto a sede atual se dedicará aos serviços de pós-venda, manutenção e reparações. O nosso objetivo é manter a liderança no mercado nacional – somos a empresa com maior experiência no tratamento superficial industrial do setor – e reforçar a fidelidade dos clientes.”
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Z radością przedstawiamy wywiad opublikowany w magazynie IPCM, International Paint & Coating Magazine, dotyczący historii GEINSA, naszego rozwoju oraz wyzwań technologicznych, z którymi mierzymy się w obszarze powłok przemysłowych.
GEINSA: nieustanna innowacja i solidne korzenie
Historia GEINSA, firmy z Bilbao zajmującej się projektowaniem i budową instalacji do malowania proszkowego i ciekłego, jest ściśle związana z rozwojem przemysłowym Kraju Basków, zwłaszcza z sektorem budownictwa okrętowego i infrastruktury. W tym wywiadzie dogłębnie poznajemy misję, wizję i przyszłe cele przedsiębiorstwa mocno zakorzenionego w Hiszpanii, lecz o globalnym zasięgu.
Różne źródła historyczne i muzealne opisują, jak budownictwo okrętowe w Bizkaii, prowincji we wspólnocie autonomicznej Kraju Basków, już od początku XX wieku tworzyło silną i trwałą tkankę przemysłową (Euskalduna i inne stocznie).
Pod koniec XIX wieku obszar wokół ujścia rzeki Nervión w Bilbao rozpoczął proces transformacji, przekształcając się w nowoczesną przestrzeń przemysłową. Rozwój przemysłu wydobywczego i sektora morskiego spowodował wzrost zapotrzebowania na statki, co z kolei napędziło rozwój nowoczesnego budownictwa okrętowego.
Ta ewolucja przemysłowa wyjaśnia dzisiejszą koncentrację wyspecjalizowanych dostawców technologii obróbki i wykończeń metali w rejonie Bilbao. Budowa i naprawa statków wymagają obecności warsztatów obróbki mechanicznej i spawalniczej, a także dostawców powłok i systemów malarskich dla elementów wielkogabarytowych (kadłubów, nadbudówek, elementów objętych kontraktami).
W ostatnich latach stocznie w Kraju Basków (takie jak Zamakona, Murueta i inne) wyspecjalizowały się w budowie statków specjalistycznych oraz w złożonych naprawach, co wygenerowało zapotrzebowanie na wysoce zaawansowane technicznie i często spersonalizowane rozwiązania.
Ten kontekst sprzyjał rozwojowi wiodących firm, takich jak GEINSA, z siedzibą w Erandio (Bilbao), będącej jednym z głównych przedsiębiorstw inżynieryjnych i produkcyjnych instalacji do nakładania powłok ciekłych i proszkowych – manualnych, półautomatycznych i automatycznych – na Półwyspie Iberyjskim. Jej historia jest ściśle powiązana z rozwojem przemysłu okrętowego w Zatoce Biskajskiej.
Z okazji przeprowadzki GEINSA do nowej siedziby w czerwcu przeprowadziliśmy wywiad z Jonem Franco, Dyrektorem Operacyjnym. Podczas rozmowy omówił najważniejsze osiągnięcia w historii firmy, podkreślając jej kluczowe mocne strony, strategiczne kierunki rozwoju oraz sposób, w jaki GEINSA patrzy w przyszłość. Od momentu założenia w 1967 roku firma zrealizowała ponad 3000 instalacji do powłok powierzchniowych w ponad 30 krajach.
Które momenty uznałby Pan za najważniejsze w historii GEINSA?
GEINSA: „GEINSA została założona w 1967 roku. Obecny właściciel i prezes rozpoczął działalność od produkcji systemów generowania ciepła, które szybko przekształciły się w statyczne kabiny lakiernicze przeznaczone dla sektora stoczniowego i przemysłu karoserii. W latach 70. zaczęliśmy instalować pierwsze kabiny do naprawy lakieru samochodowego, a następnie objęliśmy nimi również większe pojazdy i elementy przemysłowe.
W latach 80. skierowaliśmy się w stronę projektowania bardziej złożonych i rozbudowanych instalacji. Z czasem powstały pierwsze kompletne linie do powłok ciekłych z automatycznym przygotowaniem powierzchni i pełnymi procesami obejmującymi wszystkie elementy niezbędne do automatyzacji.
Wtedy właśnie powłoka proszkowa zaczęła umacniać się jako ważna alternatywa dla farb ciekłych, ponieważ oferowała przewagi konkurencyjne i lepsze dopasowanie do niektórych produktów. Od tamtej pory GEINSA stale się rozwija, opracowując automatyczne instalacje zarówno do powłok ciekłych, jak i proszkowych, stopniowo integrując wszystkie dostępne technologie.
Uczestnictwo w targach, analiza innowacji i adaptowanie ich do naszych systemów zawsze były podstawą naszej filozofii. Nawet gdy dana technologia nie była jeszcze w pełni rozwinięta, potrafiliśmy zintegrować ją w naszych instalacjach, aby zaoferować klientom wartość dodaną. Ten stały rozwój – nigdy rewolucyjny, ale zawsze postępujący – zapewnił nam stabilność finansową i nieprzerwany wzrost firmy przez lata.
Kapitał ludzki również odegrał kluczową rolę: nasz zespół jest nie tylko silnie zaangażowany, lecz także stale szkolony, aby rozwijać się równolegle z firmą.”
Czy główną siłą firmy była zdolność przewidywania zmian?
GEINSA: „Tak, zawsze staraliśmy się wyprzedzać zmiany. Od dawna wprowadzamy systemy poprawiające efektywność energetyczną naszych instalacji. Kiedy zaczęto mówić o cyfryzacji i Przemyśle 4.0, my byliśmy już do tego przygotowani – odpowiednie rozwiązania były zaimplementowane. Obecnie pracujemy w podobny sposób w obszarze dekarbonizacji. Od lat analizujemy, jak integrować w naszych systemach rozwiązania ograniczające wykorzystanie paliw kopalnych, przewidując moment ich wycofania.
Znajdujemy się w silnie rozwiniętym regionie przemysłowym, co pozwoliło nam zbudować solidną sieć dostawców i partnerów. Mimo to zawsze utrzymywaliśmy własny warsztat produkcyjny, co dało nam niezależność i zdolności wytwórcze. W czasach kryzysów ekonomicznych mogliśmy polegać na naszym personelu i utrzymać zatrudnienie bez konieczności podwykonawstwa. To samo dotyczy ekip montażowych, składających się z doświadczonych i stałych pracowników, doskonale znających nasze instalacje.
Współpracujemy z wyspecjalizowanymi dostawcami wentylacji, ogrzewania i klimatyzacji, których uważamy za naszych technologicznych partnerów. Są częścią naszego rozwoju: informują nas o nowościach i pomagają je wdrażać.”
Czy uważa Pan, że główną inwestycją GEINSA był kapitał ludzki?
GEINSA: „Zdecydowanie tak, choć nie zapominamy o innowacjach technologicznych.
Zrealizowaliśmy wiele projektów badawczo-rozwojowych. Nie postrzegamy siebie jako zwykłego dostawcę, ale jako partnera technologicznego naszych klientów. Gdy klient napotyka problem związany z przygotowaniem powierzchni lub wykończeniem, analizujemy go wspólnie i szukamy najskuteczniejszego rozwiązania. Nasze instalacje są zwykle modułowe, ale każdorazowo dostosowywane do specyficznych potrzeb klienta.
Dlatego za każdym razem, gdy klient instaluje system GEINSA w nowym zakładzie, linia jest projektowana zgodnie z konkretnymi warunkami, nawet jeśli produkt końcowy jest taki sam. Naszym celem jest dostarczenie rozwiązania, które przyniesie klientowi korzyści ekonomiczne, poprawi efektywność i zwiększy produktywność. To podejście zaowocowało silnymi i długotrwałymi relacjami.
Około 60–70% naszej sprzedaży pochodzi od klientów, którzy ponownie nam ufają. Jesteśmy niezwykle rygorystyczni w dotrzymywaniu specyfikacji i terminów, co pozwoliło nam zbudować solidną reputację. Niedawno zwiększyliśmy nasze możliwości produkcyjne dzięki nowemu zakładowi wyposażonemu w najnowocześniejsze maszyny do obróbki metalu, które dzięki wysokiemu poziomowi automatyzacji umożliwiają zwiększenie produktywności bez znaczącej rozbudowy personelu.
Pomimo różnych kryzysów ekonomicznych GEINSA nigdy się nie zatrzymała. Przeciwnie – potrafiła przekształcić każde wyzwanie w okazję do rozwoju, działając z długoterminową perspektywą, wprowadzając usprawnienia i przewidując przyszłość.”
Przejdźmy do cyfryzacji: jakie technologie GEINSA rozwija obecnie?
GEINSA: „Jeszcze przed pandemią zaczęliśmy integrować systemy telemetryczne i cyfrowe w naszych liniach, aby zapewnić zdalne wsparcie klientom – zwłaszcza zagranicznym. Pandemia i związana z nią przerwa pozwoliły nam udoskonalić te systemy. Obecnie, dzięki systemowi TELEMATIK, nasze instalacje zbierają i analizują dane w czasie rzeczywistym: wydajność, prędkość, zużycie energii, jakość kąpieli przygotowawczych.
Opracowaliśmy zaawansowaną platformę Przemysłu 4.0 z funkcjami predykcyjnymi i algorytmami analitycznymi, stanowiącymi kolejny krok w kierunku implementacji sztucznej inteligencji. Klienci mogą monitorować wszystko – z komputera, tabletu czy smartfona – i obserwować stan każdej maszyny, analizując potencjalne anomalie czy możliwości optymalizacji.
Każda nowa maszyna zawiera od 5 do 10% innowacji w porównaniu z poprzednią generacją, dzięki nieustannemu procesowi optymalizacji energetycznej i redukcji zużycia zasobów.”
GEINSA projektuje instalacje do powłok ciekłych i proszkowych. Jak obecnie wygląda podział tych technologii na rynku?
GEINSA: „To w dużej mierze zależy od produktu końcowego. Niektóre sektory mogą wykorzystywać wyłącznie powłoki ciekłe z powodu ograniczeń materiałowych lub maksymalnych temperatur w procesie. Jednak powłoka proszkowa poczyniła ogromne postępy: obecnie dostępne są proszki niskotemperaturowe, polimeryzujące już w ok. 120°C, co umożliwia pokrywanie nawet materiałów wrażliwych na ciepło, takich jak tworzywa sztuczne czy drewno. To otwiera zupełnie nowe rynki, wcześniej niemożliwe do obsłużenia.
Powłoka proszkowa oferuje większy stopień automatyzacji i robotyzacji, łatwiejszy do wdrożenia niż malowanie ciekłe, które wciąż wymaga pewnych umiejętności manualnych dla uzyskania wysokiej jakości wykończeń estetycznych.
Z drugiej strony, farby ciekłe zapewniają większą elastyczność i lepsze właściwości estetyczne. Choć obie technologie współistnieją, powłoka proszkowa wyróżnia się mniejszym wpływem na środowisko, ponieważ nie emituje lotnych związków organicznych. GEINSA działa w bardzo zróżnicowanych sektorach – od energetyki wiatrowej po kolejową – gdzie powłoka ciekła wciąż jest preferowana w najbardziej wymagających cyklach antykorozyjnych.
W 2024 roku powłoka proszkowa stanowiła większość naszej sprzedaży. Natomiast w 2025 roku intensywnie pracowaliśmy w sektorach wiatrowym i kolejowym, przy dużych komponentach pokrywanych powłokami ciekłymi. Przykładem są cztery statyczne kabiny lakiernicze, jakie zainstalowaliśmy w porcie w Bilbao – o imponujących wymiarach 120 × 20 × 25 metrów. W 2026 roku spodziewamy się ponownego wzrostu zamówień na linie do powłok proszkowych.”
Jakie są cele biznesowe GEINSA w krótkim okresie?
GEINSA: „Chcemy nadal rozwijać się w sposób zrównoważony, osiągając roczne wzrosty rzędu 2–5%.
Nowy zakład produkcyjny stanie się naszym głównym ośrodkiem, podczas gdy obecna siedziba będzie przeznaczona na usługi posprzedażowe, konserwację i naprawy. Naszym celem jest utrzymanie pozycji lidera na rynku krajowym – jesteśmy firmą z największym doświadczeniem w przemysłowej obróbce powierzchni – oraz dalsze wzmacnianie lojalności klientów.”
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Siamo lieti di presentare la recente intervista pubblicata sulla rivista IPCM, International Paint & Coating Magazine, riguardante la traiettoria di GEINSA, la nostra evoluzione e le sfide tecnologiche che affrontiamo nel campo del rivestimento industriale.
GEINSA: innovazione continua e radici solide
La storia di Geinsa, azienda di Bilbao specializzata nella progettazione e costruzione di impianti di verniciatura a polvere e liquido, è strettamente legata allo sviluppo industriale dei Paesi Baschi, in particolare nel settore della cantieristica navale e delle infrastrutture. In questa intervista analizziamo nel dettaglio la missione, la visione e gli obiettivi futuri di questa azienda profondamente radicata in Spagna ma con una presenza a livello mondiale.
Diverse fonti storiche e museali raccontano come la costruzione navale in Biscaglia, una provincia della comunità autonoma dei Paesi Baschi, abbia forgiato sin dall’inizio del XX secolo un tessuto imprenditoriale forte e duraturo (Euskalduna e altri cantieri).
Nella seconda metà del XIX secolo, l’area intorno all’estuario del fiume Nervión, a Bilbao, iniziò un processo di trasformazione che la portò a diventare una moderna area industriale. La crescita dell’industria mineraria e del settore marittimo aumentò la richiesta di imbarcazioni, stimolando così lo sviluppo della moderna cantieristica navale.
Questa evoluzione industriale spiega l’attuale concentrazione di fornitori tecnici specializzati nel trattamento e nella finitura dei metalli nell’area di Bilbao. La costruzione e la riparazione navale richiedono la presenza di officine meccaniche e di saldatura, oltre a fornitori di rivestimenti e sistemi di verniciatura per componenti di grande dimensione (scafi, sovrastrutture, elementi inclusi nei contratti).
Negli ultimi anni, i cantieri navali dei Paesi Baschi (aziende come Zamakona, Murueta e altri) si sono specializzati nella costruzione di navi speciali e in riparazioni complesse, generando una domanda di forniture altamente sofisticate dal punto di vista tecnico e spesso personalizzate.
Questo contesto ha favorito lo sviluppo di aziende d’avanguardia come GEINSA, con sede a Erandio (Bilbao), una delle principali società di ingegneria e produzione di impianti di rivestimento liquido e in polvere – manuali, semiautomatici e automatici – della Penisola Iberica. La sua storia è intimamente legata allo sviluppo dell’industria navale nel golfo di Biscaglia.
In occasione del trasferimento di GEINSA, avvenuto nel mese di giugno nella nuova sede, abbiamo intervistato Jon Franco, Direttore Operativo. Durante l’incontro, Franco ha ripercorso i principali traguardi dell’azienda, sottolineandone i punti di forza, le linee strategiche di crescita e l’approccio con cui GEINSA guarda al futuro. Dalla sua fondazione, nel 1967, l’azienda ha realizzato oltre 3000 impianti di rivestimento superficiale in più di 30 Paesi.
Quali momenti considererebbe i più importanti nella storia di GEINSA?
GEINSA: “GEINSA è stata fondata nel 1967. L’attuale proprietario e presidente iniziò producendo sistemi di generazione di calore, che si evolsero rapidamente in cabine di verniciatura statiche destinate al settore navale e all’industria delle carrozzerie. Negli anni Settanta iniziammo a installare le prime cabine per la riparazione della verniciatura automobilistica, per poi ampliare l’attività anche ai veicoli più grandi e ai componenti industriali.
Negli anni Ottanta ci orientammo verso la progettazione di impianti più complessi e strutturati. Con il tempo furono sviluppate le prime linee complete di rivestimento liquido, con pretrattamenti automatizzati e processi integrati che comprendevano tutti gli elementi necessari per automatizzare le operazioni.
Fu allora che il rivestimento in polvere iniziò a consolidarsi come alternativa valida alla verniciatura liquida, poiché offriva vantaggi competitivi e una maggiore idoneità per determinati prodotti. Da allora GEINSA ha continuato a evolversi, sviluppando impianti automatici sia per l’applicazione di rivestimenti liquidi che in polvere, integrando progressivamente tutte le tecnologie disponibili.
Visitare fiere, analizzare le innovazioni e adattarle ai nostri sistemi è sempre stato un pilastro della nostra filosofia. Anche quando una tecnologia non era ancora completamente sviluppata, riuscivamo a integrarla nei nostri impianti per offrire un valore aggiunto ai clienti. Questa evoluzione costante, mai rivoluzionaria ma sempre progressiva, ci ha garantito stabilità finanziaria e crescita continua nel tempo.
Il capitale umano ha avuto un ruolo fondamentale: oltre a essere profondamente coinvolto nell’azienda, il nostro personale riceve una formazione continua, evolvendo parallelamente allo sviluppo aziendale.”
Direbbe che il principale punto di forza dell’azienda è stato sapersi anticipare ai cambiamenti?
GEINSA: “Sì, abbiamo sempre cercato di rimanere un passo avanti. Da tempo integriamo sistemi per migliorare l’efficienza energetica dei nostri impianti. Quando si iniziò a parlare di digitalizzazione e Industria 4.0, avevamo già introdotto elementi per prepararci a questo cambiamento. Oggi lavoriamo in modo simile nell’ambito della decarbonizzazione. Da anni studiamo come integrare nei nostri impianti soluzioni che consentano di ridurre l’uso dei combustibili fossili, anticipandoci al momento in cui diventeranno obsoleti.
Siamo situati in un’area industriale altamente sviluppata, che ci ha permesso di costruire nel tempo una solida rete di fornitori e partner. Tuttavia, abbiamo sempre mantenuto un’officina interna. Ciò ci ha garantito indipendenza e capacità produttiva: nei momenti di crisi economica abbiamo potuto contare sui nostri tecnici e mantenere il personale senza ricorrere a subappalti. Lo stesso vale per le squadre di montaggio, formate da personale esperto e stabile, con una conoscenza profonda dei nostri impianti.
Collaboriamo con fornitori specializzati in ventilazione, riscaldamento e climatizzazione, che consideriamo veri e propri partner tecnologici. Fanno parte della nostra evoluzione: ci aggiornano sulle innovazioni e ci aiutano a integrarle nei nostri sistemi.”
Considera che il principale investimento di GEINSA sia stato nel capitale umano?
GEINSA: “Assolutamente sì, ma senza trascurare l’innovazione tecnologica. Abbiamo sviluppato numerosi progetti di ricerca e sviluppo. Non ci consideriamo semplici fornitori, ma partner tecnologici dei nostri clienti. Quando un cliente ha un problema di pretrattamento o finitura superficiale, lo analizziamo insieme e cerchiamo la soluzione più efficace. I nostri impianti sono spesso modulari, ma sempre personalizzati in base alle necessità specifiche del cliente.
Per questo motivo, ogni volta che un cliente installa un impianto GEINSA in un nuovo stabilimento, la linea viene adattata all’ambiente specifico, anche se il prodotto finale è identico. Il nostro obiettivo è offrire una soluzione che rappresenti un vantaggio economico per il cliente, migliorandone efficienza e produttività. Questo approccio ha favorito relazioni solide e durature.
Circa il 60-70% del nostro fatturato proviene da clienti che si affidano a noi ripetutamente. Siamo molto rigorosi nel rispetto delle specifiche e delle scadenze di consegna, e ciò ci ha permesso di consolidare la nostra reputazione. Di recente abbiamo ampliato la nostra capacità con un nuovo centro produttivo dotato di macchinari per la trasformazione metallica di ultima generazione che, grazie all’alto livello di automazione, ci consente di aumentare la produttività senza ampliare in modo significativo il personale.
Nonostante le varie crisi economiche affrontate, GEINSA non si è mai fermata. Al contrario, ha saputo trasformare ogni sfida in un’opportunità di crescita, agendo con una prospettiva a lungo termine, introducendo miglioramenti e anticipando il futuro.”
Parlando di digitalizzazione: quali tecnologie sta sviluppando attualmente GEINSA?
GEINSA: “Prima della pandemia avevamo già iniziato a integrare sistemi di telemetria e digitalizzazione nelle nostre linee, per fornire assistenza remota ai clienti, soprattutto all’estero. La pandemia, e la pausa che ha comportato, ci ha permesso di perfezionare questi sistemi. Ora, grazie al sistema TELEMATIK, i nostri impianti raccolgono e analizzano dati in tempo reale: produttività, velocità, consumi, qualità dei bagni di pretrattamento.
Abbiamo sviluppato una piattaforma avanzata di Industria 4.0, dotata di funzioni predittive e algoritmi di analisi che rappresentano il passo successivo verso l’implementazione dell’intelligenza artificiale. I clienti possono monitorare tutto – dal PC, dal tablet o dallo smartphone – e visualizzare lo stato di qualsiasi macchina, analizzando eventuali anomalie o margini di miglioramento.
Ogni nuova macchina incorpora tra il 5 e il 10% di innovazioni rispetto alla generazione precedente, grazie a un processo costante di ottimizzazione energetica e riduzione dei consumi.”
GEINSA progetta impianti per il rivestimento superficiale sia liquido che in polvere. Come si ripartiscono queste due tecnologie nel mercato attuale?
GEINSA: “Dipende molto dal prodotto finale. Alcuni settori possono utilizzare solo rivestimenti liquidi per ragioni legate ai substrati o alle temperature massime del ciclo di produzione. Tuttavia, il rivestimento in polvere ha compiuto grandi progressi: oggi esistono polveri a bassa temperatura di polimerizzazione, intorno ai 120 °C, che permettono di rivestire anche materiali termosensibili come plastica o legno. Ciò apre nuovi mercati prima impensabili. Il rivestimento in polvere consente inoltre un livello maggiore di automazione e robotizzazione, più facile da implementare rispetto ai rivestimenti liquidi, che richiedono ancora una certa abilità manuale per ottenere finiture estetiche di alto livello.
D’altro canto, il rivestimento liquido offre elasticità e qualità estetiche superiori. Sebbene entrambe le tecnologie convivano sul mercato, il rivestimento in polvere si distingue per il minor impatto ambientale, poiché non emette composti organici volatili. GEINSA opera in settori molto diversi – dall’eolico al ferroviario – nei quali il rivestimento liquido rimane la scelta preferita per i cicli anticorrosivi più esigenti.
Nel 2024 il rivestimento in polvere ha rappresentato la maggior parte del nostro fatturato. Nel 2025, invece, abbiamo lavorato intensamente nei settori eolico e ferroviario, trattando grandi componenti con rivestimento liquido. Un esempio sono le quattro cabine statiche di rivestimento installate nel porto di Bilbao, di dimensioni eccezionali: 120 x 20 x 25 metri. Per il 2026 prevediamo una nuova crescita nelle linee di rivestimento in polvere.”
Quali sono gli obiettivi aziendali a breve termine?
GEINSA: “Vogliamo continuare a crescere in modo sostenuto, con aumenti annuali compresi tra il 2 e il 5%.
Il nuovo centro produttivo diventerà il nostro polo principale, mentre l’attuale sede sarà dedicata ai servizi di assistenza post-vendita, manutenzione e riparazioni. Il nostro obiettivo è mantenere la leadership nel mercato nazionale – siamo l’azienda con la maggiore esperienza nel trattamento superficiale industriale del settore – e rafforzare la fidelizzazione dei clienti.”
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Alegrámonos de mostrar a recente entrevista publicada na revista IPCM, International Paint & Coating Magazine, sobre a traxectoria de GEINSA, a nosa evolución e os retos tecnolóxicos aos que nos enfrontamos no ámbito do revestimento industrial.
GEINSA: innovación continua e raíces sólidas
A historia de GEINSA, empresa bilbaína dedicada ao deseño e á construción de instalacións de pintura en po e líquida, está estreitamente ligada ao desenvolvemento industrial do País Vasco, especialmente no sector da construción naval e das infraestruturas. Nesta entrevista descubrimos en profundidade a misión, a visión e os obxectivos futuros desta compañía firmemente arraigada en España pero cun alcance mundial.
Diversas fontes históricas e museísticas relatan como a construción naval en Bizkaia, unha provincia da comunidade autónoma do País Vasco, forxou desde principios do século XX un tecido empresarial forte e duradeiro (Euskalduna e outros estaleiros).
Durante a última parte do século XIX, a área ao redor do estuario do río Nervión, en Bilbao, emprendeu un proceso de transformación ata converterse nun espazo industrial moderno. O crecemento da industria mineira e do sector marítimo provocou un aumento da demanda de buques, o que ao seu tempo impulsou o desenvolvemento da moderna construción naval.
Esta evolución industrial explica a actual concentración de provedores técnicos especializados no tratamento e acabado de metais na área de Bilbao. A construción e reparación naval require a presenza de talleres de mecanizado e soldadura, así como provedores de recubrimentos e sistemas de pintura para compoñentes de gran tamaño (cascos, superestruturas, compoñentes incluídos nos contratos).
Nos últimos anos, os estaleiros do País Vasco (empresas como Zamakona, Murueta, entre outras) especializáronse na construción de buques especiais e en reparacións complexas, xerando unha demanda de subministracións altamente sofisticadas a nivel técnico e, en moitos casos, personalizadas.
Este contexto favoreceu o desenvolvemento de empresas punteiras como GEINSA, situada en Erandio (Bilbao), unha das principais compañías de enxeñaría e fabricación de instalacións de recubrimento líquido e en po – manuais, semiautomáticas e automáticas – da Península Ibérica. A súa historia está intimamente ligada ao desenvolvemento da industria naval no golfo de Bizkaia.
Co gallo do traslado de GEINSA no mes de xuño á súa nova localización, entrevistamos a Jon Franco, Director Operativo. No encontro, Franco repasou os fitos máis relevantes da traxectoria da empresa, subliñando as súas principais fortalezas, as liñas estratéxicas de crecemento e o enfoque co que GEINSA encara o futuro. Desde a súa fundación en 1967, a empresa instalou máis de 3000 instalacións para o recubrimento superficial en máis de 30 países.
Que momentos destacaría como os máis importantes na historia de GEINSA?
GEINSA: “GEINSA foi fundada en 1967. O actual propietario e presidente comezou fabricando sistemas de xeración de calor, que evolucionaron rapidamente cara a cabinas de pintura estáticas destinadas ao sector da construción naval e á industria de carrozarías. Foi nos anos setenta cando comezamos a instalar as primeiras cabinas para a reparación da pintura de automóbiles, para logo abarcar tamén vehículos máis grandes e compoñentes industriais.
Na década de 1980 orientámonos cara ao deseño de instalacións máis complexas e estruturadas. Co tempo, desenvolvéronse as primeiras liñas completas de recubrimento líquido, con pretratamentos automatizados e procesos integrais que incorporaban todos os elementos necesarios para automatizar os procesos.
Foi daquela cando o recubrimento en po comezou a consolidarse como unha alternativa válida á pintura líquida, xa que ofrece vantaxes competitivas e maior idoneidade para certos produtos. Desde entón, GEINSA continuou evolucionando, desenvolvendo instalacións automáticas tanto para a aplicación de recubrimentos líquidos como en po, incorporando progresivamente todas as tecnoloxías dispoñibles.
Visitar feiras, analizar as innovacións e adaptalas aos nosos sistemas foi sempre unha parte fundamental da nosa filosofía. Mesmo cando unha tecnoloxía aínda non estaba totalmente desenvolvida, conseguiamos integralas nos nosos sistemas para ofrecer un valor engadido aos nosos clientes. Esta evolución constante, nunca revolucionaria pero sempre progresiva, garantiu a estabilidade financeira e o crecemento continuado da empresa ao longo dos anos.
O capital humano tamén desempeñou un papel clave: ademais de estar profundamente implicado na empresa, o noso persoal recibe formación continua para evolucionar en paralelo ao desenvolvemento corporativo”.
Diría que a principal fortaleza da empresa foi a capacidade de anticiparse aos cambios?
GEINSA: “Si, sempre procuramos manter un paso por diante. Hai tempo que integramos sistemas para mellorar a eficiencia enerxética das nosas instalacións. Cando se comezou a falar de dixitalización e Industria 4.0, nós xa incorporáramos elementos para prepararnos para ese cambio. Actualmente traballamos de forma similar no ámbito da descarbonización. Levamos anos estudando como integrar nos nosos sistemas solucións que permitan reducir o uso de combustibles fósiles, anticipándonos ao momento no que estes se volvan obsoletos.
Estamos situados nunha zona industrial altamente desenvolvida, o que nos permitiu construír co tempo unha sólida rede de provedores e socios. Con todo, sempre mantivemos un taller interno. Isto deunos independencia e capacidade produtiva: nos momentos de crise económica puidemos contar cos nosos propios técnicos e manter o cadro de persoal sen recorrer a subcontratacións. O mesmo ocorre cos equipos de montaxe, formados por persoal experto e estable, cun coñecemento profundo das nosas instalacións.
Colaboramos con provedores especializados en ventilación, calefacción e climatización, aos que consideramos verdadeiros socios tecnolóxicos. Son parte da nosa evolución: mantéñennos ao día sobre as innovacións e axúdannos a integralas nos nosos sistemas”.
Considera que o principal investimento de GEINSA foi en capital humano?
GEINSA: “Absolutamente si, pero sen deixar de lado a innovación tecnolóxica. Desenvolvemos numerosos proxectos de investigación e desenvolvemento. Non nos consideramos simples provedores, senón socios tecnolóxicos dos nosos clientes. Cando un cliente ten un problema de pretratamento ou acabado superficial, analizámolo conxuntamente e buscamos a solución máis eficaz. As nosas instalacións adoitan ser modulares, pero sempre se personalizan segundo as necesidades específicas do cliente.
Por iso, cada vez que un cliente instala un sistema GEINSA nunha planta nova, a liña personalízase segundo o entorno específico, aínda que o produto final sexa idéntico. O noso obxectivo é proporcionar unha solución que ofreza unha vantaxe económica para o cliente, que mellore a súa eficiencia e produtividade. Este enfoque fomentou relacións sólidas e duradeiras.
Aproximadamente o 60-70 % da nosa facturación procede de clientes que confían en nós unha e outra vez. Somos moi rigorosos no cumprimento das especificacións e dos prazos de entrega, e isto permitiunos consolidar a nosa reputación. Recentemente ampliamos a nosa capacidade cun novo centro produtivo equipado con maquinaria de transformación metálica de última xeración que, grazas ao seu alto nivel de automatización, nos permite aumentar a produtividade sen ampliar substancialmente o persoal.
A pesar das diferentes crises económicas que afrontamos, GEINSA nunca se detivo. Pola contra, soubo converter cada desafío nunha oportunidade de crecemento, actuando con perspectiva a longo prazo, incorporando melloras e anticipándose ao futuro”.
Falando de dixitalización: que tipo de tecnoloxías está a desenvolver actualmente GEINSA?
GEINSA: “Antes da pandemia xa comezáramos a integrar sistemas de telemetría e dixitalización nas nosas liñas, para proporcionar asistencia remota aos clientes, especialmente no estranxeiro. A pandemia, e o paréntese que supuxo, permitiunos perfeccionar estes sistemas. Agora, grazas ao sistema TELEMATIK, as nosas instalacións recollen e analizan datos en tempo real: produtividade, velocidade, consumos, calidade dos baños de pretratamento.
Desenvolvemos unha plataforma avanzada de Industria 4.0 con funcións predictivas e algoritmos de análise que representan o seguinte paso cara á implementación da intelixencia artificial. Os clientes poden supervisar todo – desde o seu PC, tableta ou smartphone – e visualizar o estado de calquera máquina, analizando posibles anomalías ou marxes de mellora.
Cada máquina nova incorpora entre un 5 e un 10 % de innovacións respecto á xeración anterior, grazas a un proceso constante de optimización enerxética e redución de consumos”.
GEINSA deseña instalacións para o recubrimento superficial tanto líquido como en po. Como se distribúen estas dúas tecnoloxías no mercado actual?
GEINSA: “Depende moito do produto final. Algúns sectores só poden empregar recubrimentos líquidos por cuestións relacionadas cos substratos ou cos límites térmicos do ciclo de produción. Con todo, o recubrimento en po avanzou moito: hoxe existen pós de baixa temperatura de polimerización, arredor de 120 °C, que permiten recubrir mesmo materiais termosensibles como o plástico ou a madeira. Isto abre mercados que antes eran impensables. O recubrimento en po permite un maior grao de automatización e robotización, máis sinxelo de implementar que a aplicación de recubrimentos líquidos, un proceso que aínda require certa destreza manual para obter acabados estéticos de alto nivel.
Pola súa banda, o recubrimento líquido ofrece elasticidade e cualidades estéticas superiores. Aínda que ambas tecnoloxías conviven no mercado, o recubrimento en po destaca polo seu menor impacto ambiental, xa que non emite compostos orgánicos volátiles. GEINSA opera en sectores moi diversos – desde o eólico ata o ferroviario – onde o recubrimento líquido segue sendo a opción preferida para os ciclos anticorrosivos máis esixentes.
En 2024, o recubrimento en po representou a maior parte da nosa facturación. En cambio, en 2025 traballamos intensamente nos sectores eólico e ferroviario, con grandes compoñentes tratados mediante recubrimento líquido. Un exemplo son as catro cabinas estáticas de recubrimento que instalamos no porto de Bilbao, de dimensións excepcionais: 120 x 20 x 25 metros. De cara a 2026, prevemos un novo crecemento nas instalacións de liñas de recubrimento en po”.
Cales son os obxectivos empresariais a curto prazo?
GEINSA: “Queremos seguir medrando de maneira sostida, con incrementos anuais de entre o 2 e o 5 %.
O novo centro produtivo converterase no noso eixo principal, mentres que a sede actual se dedicará aos servizos de posvenda, mantemento e reparacións. O noso obxectivo é manter o liderado no mercado nacional – somos a empresa con maior experiencia no tratamento superficial industrial do sector – e reforzar a fidelidade dos clientes”.
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Nous sommes heureux de présenter l’entretien publié dans la revue IPCM, International Paint & Coating Magazine, consacré à l’évolution de GEINSA, à notre parcours et aux défis technologiques auxquels nous faisons face dans le domaine du revêtement industriel.
GEINSA : innovation continue et racines solides
L’histoire de GEINSA, entreprise de Bilbao spécialisée dans la conception et la construction d’installations de peinture en poudre et liquide, est étroitement liée au développement industriel du Pays basque, particulièrement dans les secteurs de la construction navale et des infrastructures. Dans cette interview, nous découvrons en profondeur la mission, la vision et les objectifs d’avenir de cette société solidement implantée en Espagne mais dotée d’une portée internationale.
De nombreuses sources historiques et muséales relatent comment la construction navale en Biscaye, province de la communauté autonome du Pays basque, a forgé dès le début du XXᵉ siècle un tissu industriel solide et durable (Euskalduna et d’autres chantiers navals).
Au cours de la dernière partie du XIXᵉ siècle, la zone entourant l’estuaire de la Nervión à Bilbao a entamé un processus de transformation jusqu’à devenir un espace industriel moderne. L’essor de l’industrie minière et du secteur maritime a entraîné une demande croissante de navires, ce qui a stimulé le développement de la construction navale moderne.
Cette évolution industrielle explique la concentration actuelle de fournisseurs techniques spécialisés dans le traitement et la finition des métaux dans la région de Bilbao. La construction et la réparation navales exigent la présence d’ateliers d’usinage et de soudure, ainsi que de fournisseurs de revêtements et de systèmes de peinture pour des composants de grandes dimensions (coques, superstructures, éléments contractuels).
Ces dernières années, les chantiers navals du Pays basque (comme Zamakona, Murueta, entre autres) se sont spécialisés dans la construction de navires spéciaux et dans les réparations complexes, générant une demande de fournitures hautement sophistiquées sur le plan technique et souvent personnalisées.
Ce contexte a favorisé le développement d’entreprises de pointe telles que GEINSA, située à Erandio (Bilbao), l’un des principaux acteurs de la péninsule Ibérique dans l’ingénierie et la fabrication d’installations de revêtement liquide et en poudre – manuelles, semi-automatiques et automatiques. Son histoire est intimement liée au développement de l’industrie navale dans le golfe de Gascogne.
À l’occasion du déménagement de GEINSA vers ses nouveaux locaux en juin, nous avons interviewé Jon Franco, Directeur des Opérations. Lors de cet entretien, il a évoqué les étapes les plus marquantes de l’entreprise, en soulignant ses principaux atouts, ses axes stratégiques de croissance et sa vision pour l’avenir. Depuis sa fondation en 1967, l’entreprise a installé plus de 3 000 systèmes de revêtement de surface dans plus de 30 pays.
Quels moments considéreriez-vous comme les plus importants de l’histoire de GEINSA ?
GEINSA : « GEINSA a été fondée en 1967. L’actuel propriétaire et président a commencé par fabriquer des systèmes de génération de chaleur, qui ont rapidement évolué vers des cabines de peinture statiques destinées au secteur naval et à l’industrie de la carrosserie. C’est dans les années soixante-dix que nous avons commencé à installer les premières cabines pour la réparation de la peinture automobile, avant d’étendre cette activité à des véhicules plus grands et à des composants industriels.
Dans les années 1980, nous nous sommes orientés vers la conception d’installations plus complexes et structurées. Avec le temps, les premières lignes complètes de revêtement liquide ont été développées, avec des prétraitements automatisés et des processus intégrés incorporant tous les éléments nécessaires à l’automatisation.
C’est à cette époque que le revêtement en poudre a commencé à s’imposer comme une alternative crédible à la peinture liquide, offrant des avantages compétitifs et une plus grande adéquation pour certains produits. Depuis lors, GEINSA n’a cessé d’évoluer, développant des installations automatiques pour l’application de revêtements liquides et en poudre, en intégrant progressivement toutes les technologies disponibles.
La participation aux salons, l’analyse des innovations et leur adaptation à nos systèmes ont toujours constitué un pilier fondamental de notre philosophie. Même lorsqu’une technologie n’était pas totalement développée, nous parvenions à l’intégrer à nos installations pour offrir une valeur ajoutée à nos clients. Cette évolution constante – progressive mais non révolutionnaire – nous a assurés une stabilité financière et une croissance continue au fil des années.
Le capital humain a également joué un rôle essentiel : en plus d’être profondément impliqué dans l’entreprise, notre personnel reçoit une formation continue pour évoluer parallèlement au développement de la société. »
Diriez-vous que la principale force de l’entreprise a été sa capacité à anticiper les changements ?
GEINSA : « Oui, nous avons toujours essayé de garder une longueur d’avance. Depuis longtemps, nous intégrons des systèmes visant à améliorer l’efficacité énergétique de nos installations. Lorsque l’on a commencé à parler de digitalisation et d’Industrie 4.0, nous avions déjà incorporé des éléments pour nous préparer à cette transition. Aujourd’hui, nous travaillons de manière similaire sur la décarbonation. Nous étudions depuis des années comment intégrer dans nos systèmes des solutions permettant de réduire l’usage des combustibles fossiles, en anticipant le moment où ceux-ci deviendront obsolètes.
Nous sommes situés dans une zone industrielle hautement développée, ce qui nous a permis, au fil du temps, de construire un solide réseau de fournisseurs et de partenaires. Néanmoins, nous avons toujours conservé notre propre atelier interne, ce qui nous a apporté indépendance et capacité de production : lors des crises économiques, nous avons pu compter sur nos propres techniciens et maintenir nos effectifs sans recourir à la sous-traitance. Il en va de même pour nos équipes de montage, composées de personnel expérimenté et stable, doté d’une connaissance profonde de nos installations.
Nous collaborons avec des fournisseurs spécialisés en ventilation, chauffage et climatisation, que nous considérons comme de véritables partenaires technologiques. Ils font partie intégrante de notre évolution : ils nous tiennent informés des innovations et nous aident à les intégrer dans nos systèmes. »
Considérez-vous que l’investissement principal de GEINSA a été celui dans le capital humain ?
GEINSA : « Absolument, mais sans négliger l’innovation technologique. Nous avons développé de nombreux projets de recherche et développement. Nous ne nous considérons pas comme de simples fournisseurs, mais comme des partenaires technologiques pour nos clients. Lorsqu’un client rencontre un problème de prétraitement ou de finition de surface, nous l’analysons ensemble et recherchons la solution la plus efficace. Nos installations sont généralement modulaires, mais toujours personnalisées selon les besoins spécifiques du client.
Ainsi, chaque fois qu’un client installe un système GEINSA dans une nouvelle usine, la ligne est adaptée à l’environnement particulier, même si le produit final est identique. Notre objectif est d’offrir une solution qui apporte un avantage économique au client, qui améliore son efficacité et sa productivité. Cette approche a favorisé des relations solides et durables.
Environ 60 à 70 % de notre chiffre d’affaires provient de clients qui nous renouvellent leur confiance. Nous sommes très rigoureux quant au respect des spécifications et des délais, ce qui a consolidé notre réputation. Récemment, nous avons renforcé notre capacité avec un nouveau centre de production équipé de machines de transformation métallique de dernière génération qui, grâce à leur haut niveau d’automatisation, nous permettent d’augmenter la productivité sans accroître significativement l’effectif.
Malgré les différentes crises économiques traversées, GEINSA ne s’est jamais arrêtée. Au contraire, elle a su transformer chaque défi en opportunité de croissance, en agissant avec une vision à long terme, en intégrant des améliorations et en anticipant l’avenir. »
Parlons de digitalisation : quelles technologies GEINSA développe-t-elle actuellement ?
GEINSA : « Avant la pandémie, nous avions déjà commencé à intégrer des systèmes de télémétrie et de digitalisation dans nos lignes, afin de fournir une assistance à distance à nos clients, notamment à l’étranger. La pandémie, et la pause qu’elle a imposée, nous ont permis de perfectionner ces systèmes.
Aujourd’hui, grâce au système TELEMATIK, nos installations collectent et analysent des données en temps réel : productivité, vitesse, consommations, qualité des bains de prétraitement.
Nous avons développé une plateforme avancée d’Industrie 4.0 dotée de fonctions prédictives et d’algorithmes d’analyse qui représentent l’étape suivante vers l’intégration de l’intelligence artificielle. Les clients peuvent tout superviser – depuis leur ordinateur, leur tablette ou leur smartphone – et visualiser l’état de chaque machine, en analysant d’éventuelles anomalies ou marges d’amélioration.
Chaque nouvelle machine intègre entre 5 et 10 % d’innovations par rapport à la génération précédente, grâce à un processus continu d’optimisation énergétique et de réduction des consommations. »
GEINSA conçoit des installations pour le revêtement de surface liquide et en poudre. Comment ces deux technologies se répartissent-elles sur le marché actuel ?
GEINSA : « Cela dépend beaucoup du produit final. Certains secteurs ne peuvent utiliser que des revêtements liquides pour des raisons liées aux substrats ou aux températures maximales des cycles de production. Toutefois, le revêtement en poudre a beaucoup progressé : aujourd’hui, il existe des poudres à basse température de polymérisation, autour de 120 °C, permettant de recouvrir même des matériaux thermo-sensibles tels que le plastique ou le bois. Cela ouvre des marchés auparavant impensables.
Le revêtement en poudre offre également un degré plus élevé d’automatisation et de robotisation, plus facile à mettre en œuvre que les revêtements liquides, un procédé qui requiert encore une véritable expertise manuelle pour obtenir des finitions esthétiques de haut niveau.
En revanche, le revêtement liquide offre plus d’élasticité et des qualités esthétiques supérieures. Bien que les deux technologies coexistent, le revêtement en poudre se distingue par son faible impact environnemental, car il n’émet pas de composés organiques volatils. GEINSA intervient dans de nombreux secteurs – de l’éolien au ferroviaire – où le revêtement liquide reste privilégié pour les cycles anticorrosion les plus exigeants.
En 2024, le revêtement en poudre représentait la majeure partie de notre chiffre d’affaires. En revanche, en 2025, nous avons beaucoup travaillé pour les secteurs éolien et ferroviaire, avec de grands composants traités par revêtement liquide. Un exemple en est les quatre cabines statiques de revêtement que nous avons installées dans le port de Bilbao, aux dimensions exceptionnelles : 120 × 20 × 25 mètres. Pour 2026, nous prévoyons une nouvelle augmentation des installations de lignes de revêtement en poudre. »
Quels sont les objectifs commerciaux à court terme ?
GEINSA : « Nous souhaitons poursuivre une croissance soutenue, avec des augmentations annuelles de 2 à 5 %.
Le nouveau centre de production deviendra notre principal pôle, tandis que le siège actuel sera dédié aux services après-vente, à la maintenance et aux réparations. Notre objectif est de maintenir notre leadership sur le marché national – nous sommes l’entreprise possédant la plus grande expérience dans le traitement de surface industriel – et de renforcer la fidélité de nos clients. »
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Pozten gaitu IPCM, International Paint & Coating Magazine aldizkarian GEINSAren ibilbideari, gure bilakaerari eta estaldura industrialaren esparruan aurre egiten ari garen erronka teknologikoei buruz argitaratutako elkarrizketa ezagutzera emateak.
GEINSA: etengabeko berrikuntza eta sustrai sendoak
GEINSAren historia, hauts-pinturako eta pintura likidoko instalazioak diseinatzen eta eraikitzen dituen Bilboko enpresa, estu lotuta dago Euskal Herriko industria-garapenarekin, batez ere ontzigintzaren eta azpiegituren sektorean. Elkarrizketa honetan, Espainian sendo errotuta baina mundu osoan hedatuta dagoen enpresa horren misioa, ikuspegia eta etorkizuneko helburuak sakonki ezagutuko ditugu.
Historia- eta museo-iturri ugarik kontatzen dutenez, Bizkaiko ontzigintzak, Euskal Autonomia Erkidegoko probintzia batek, enpresa-sare sendoa eta iraunkorra sortu zuen XX. mendearen hasieratik (Euskalduna eta beste ontziola batzuk).
XIX. mendearen azken zatian, Bilboko Nerbioi ibaiaren estuarioaren inguruko eremuak eraldaketa-prozesu bati ekin zion, industria-espazio moderno bihurtu arte. Meatzaritzaren eta itsas sektorearen hazkundeak ontzien eskaria handitzea ekarri zuen, eta horrek ontzigintza modernoaren garapena bultzatu zuen.
Industria-bilakaera horrek azaltzen du metalen tratamenduan eta akaberan espezializatutako hornitzaile teknikoen gaur egungo kontzentrazioa Bilboko eremuan. Ontziak eraikitzeko eta konpontzeko, beharrezkoa da mekanizazio- eta soldadura-tailerrak egotea, bai eta tamaina handiko osagaietarako estalduren eta pintura-sistemen hornitzaileak ere (kaskoak, gainegiturak, kontratuetan sartutako osagaiak).
Azken urteetan, Euskal Autonomia Erkidegoko ontziolak (Zamakona eta Murueta enpresak, besteak beste) itsasontzi berezien eraikuntzan eta konponketa konplexuetan espezializatu dira, eta horrek maila tekniko oso sofistikatuen eta, kasu askotan, pertsonalizatuen eskaria eragin du.
Testuinguru horrek Erandion (Bilbo) kokatutako GEINSA bezalako puntako enpresen garapena erraztu du, Iberiar Penintsulako estaldura likidoko eta hautsezko instalazioen – eskuzkoak, erdiautomatikoak eta automatikoak – ingeniaritza eta fabrikazio konpainia nagusietako bat. Bere historia estu-estu lotuta dago Bizkaiko golkoko ontzigintzaren garapenarekin.
GEINSA ekainean kokapen berrira aldatu zela eta, Jon Franco zuzendari operatiboa elkarrizketatu dugu. Topaketan, Jon Francok enpresaren ibilbidearen mugarri garrantzitsuenak errepasatu zituen, enpresaren indargune nagusiak, hazkundearen ildo estrategikoak eta GEINSAk etorkizunari begira duen ikuspegia azpimarratuz. 1967an sortu zenetik, enpresak 3.000 instalazio baino gehiago jarri ditu 30 herrialdetan gainazala estaltzeko.
Zein dira GEINSAren historiako unerik garrantzitsuenak?
GEINSA: «GEINSA 1967an sortu zen. Gaur egungo jabe eta presidentea beroa sortzeko sistemak fabrikatzen hasi zen, eta azkar bilakatu ziren pintura-kabina estatikoetarantz, ontzigintzara eta karrozeria-industriara bideratuak. Hirurogeita hamarreko hamarkadan hasi ginen automobilen pintura konpontzeko lehen kabinak instalatzen, gero ibilgailu handiagoak eta osagai industrialak ere hartzeko.
1980ko hamarkadan, instalazio konplexuagoak eta egituratuagoak diseinatzera bideratu ginen. Denborarekin, estaldura likidoko lehen lerro osoak garatu ziren, aurretratamendu automatizatuekin eta prozesuak automatizatzeko beharrezko elementu guztiak zituzten prozesu integralekin.
Orduan, hauts-estaldura pintura likidoaren alternatiba gisa sendotzen hasi zen, lehiatzeko abantailak eta produktu jakin batzuetarako egokitasun handiagoa eskaintzen baititu. Harrezkero, GEINSAk eboluzionatzen jarraitu du, eta instalazio automatikoak garatu ditu, bai estaldura likidoak aplikatzeko, bai hauts-estaldurak aplikatzeko, eta eskuragarri dauden teknologia guztiak arian-arian txertatu ditu.
Azokak bisitatzea, berrikuntzak aztertzea eta gure sistemetara egokitzea gure filosofiaren funtsezko zati bat izan da betidanik. Teknologia bat oraindik erabat garatu gabe zegoenean ere, gure sistemetan integratzea lortzen genuen, gure bezeroei balio erantsia eskaintzeko. Etengabeko bilakaera horrek, inoiz ez iraultzailea baina beti progresiboa, finantza-egonkortasuna eta enpresaren etengabeko hazkundea bermatu dizkigu urteetan zehar.
Giza kapitalak ere funtsezko zeregina bete du: enpresan sakonki inplikatuta egoteaz gain, gure langileek etengabeko prestakuntza jasotzen dute garapen korporatiboarekin batera eboluzionatzeko «.
Enpresaren indargune nagusia aldaketei aurrea hartzeko gaitasuna izan dela esango zenuke?
GEINSA: «Bai, beti saiatu gara urrats bat aurrera egiten. Denbora daramagu gure instalazioen eraginkortasun energetikoa hobetzeko sistemak integratzen. Digitalizazioaz eta 4.0 Industriaz hitz egiten hasi ginenerako, guk bagenituen aldaketa horretara prestatzeko elementuak. Gaur egun, antzera lan egiten dugu deskarbonizazioaren arloan. Urteak daramatzagu erregai fosilen erabilera murrizteko irtenbideak gure sistemetan nola txertatu aztertzen, zaharkituta geratzen diren uneari aurrea hartuz.
Oso garatuta dagoen industria-eremu batean gaude, eta horri esker, hornitzaile eta bazkideen sare sendoa eraiki ahal izan dugu denboran zehar. Hala ere, beti eduki dugu barne-tailer bat. Horrek independentzia eta ekoizpen-gaitasuna eman dizkigu: krisi ekonomikoaren garaian, gure teknikariak izan ditugu, eta plantillari eutsi ahal izan diogu, azpikontrataziorik egin gabe. Gauza bera gertatzen da gure instalazioen ezagutza sakona duten langile aditu eta egonkorrez osatutako muntaketa-ekipoekin.
Aireztapenean, berokuntzan eta klimatizazioan espezializatutako hornitzaileekin lan egiten dugu, benetako bazkide teknologikotzat jotzen ditugunekin. Gure bilakaeraren parte dira: berrikuntzei buruz egunean mantentzen gaituzte eta gure sistemetan integratzen laguntzen digute «.
Zure ustez, GEINSAren inbertsio nagusia giza kapitalean egin da?
GEINSA: «Erabat bai, baina berrikuntza teknologikoa alde batera utzi gabe. Ikerketa- eta garapen-proiektu ugari garatu ditugu. Ez gara hornitzaile soiltzat hartzen, gure bezeroen bazkide teknologikotzat baizik. Bezero batek aurretratamenduko edo gainazaleko akaberako arazo bat duenean, elkarrekin aztertuko dugu, eta irtenbiderik eraginkorrena bilatuko dugu. Gure instalazioak modularrak izaten dira, baina beti bezeroaren behar espezifikoen arabera pertsonalizatzen dira.
Horregatik, bezero batek GEINSA sistema instalatzen duen bakoitzean, linea ingurune espezifikoaren arabera pertsonalizatzen da, nahiz eta azken produktua berdina izan. Gure helburua da bezeroari abantaila ekonomiko bat eskainiko dion irtenbide bat ematea, haren eraginkortasuna eta produktibitatea hobetuko dituena. Ikuspegi horrek harreman sendo eta iraunkorrak sustatu ditu.
Gure fakturazioaren % 60-70, gutxi gorabehera, behin eta berriz gugan konfiantza duten bezeroengandik dator. Oso zorrotzak gara espezifikazioak eta entregatzeko epeak betetzeari dagokionez, eta horrek gure ospea sendotzea ahalbidetu digu.
Duela gutxi, gure gaitasuna handitu dugu, azken belaunaldiko metal-eraldaketarako makineriaz hornitutako ekoizpen-zentro berri batekin. Automatizazio-maila handiari esker, produktibitatea handitu dezakegu, langileak nabarmen handitu gabe.
Nahiz eta krisi ekonomiko desberdinei aurre egin behar izan, GEINSA ez da inoiz gelditu. Aitzitik, erronka bakoitza hazteko aukera bihurtzen jakin du, epe luzerako perspektibarekin jardunez, hobekuntzak gehituz eta etorkizuna aurreratuz «.
Digitalizazioaz ari garela: zer teknologia mota garatzen ari da gaur egun GEINSA?
GEINSA: «Pandemia baino lehen, hasiak ginen telemetria- eta digitalizazio-sistemak integratzen gure lineetan, bezeroei urruneko laguntza emateko, batez ere atzerrian. Pandemiak eta horrek ekarri zuen parentesiak sistema horiek hobetzeko aukera eman ziguten. Orain, TELEMATIK sistemari esker, gure instalazioek denbora errealean jasotzen eta aztertzen dituzte datuak: produktibitatea, abiadura, kontsumoak, aurretratamendu-bainuen kalitatea.
Industria 4.0ren plataforma aurreratu bat garatu dugu, aurreikusteko funtzioekin eta analisi-algoritmoekin, adimen artifiziala ezartzeko hurrengo urratsa adierazten dutenak. Bezeroek dena gainbegira dezakete – beren ordenagailutik, tabletatik edo smartphonetik –, eta edozein makinaren egoera ikus dezakete, egon daitezkeen anomaliak edo hobekuntza-marjinak aztertuta.
Makina berri bakoitzak % 5 eta % 10 arteko berrikuntzak ditu aurreko sorkuntzarekin alderatuta, energia optimizatzeko eta kontsumoak murrizteko prozesu konstante bati esker «.
GEINSAk gainazala estaltzeko instalazioak diseinatzen ditu, likidoak zein hautsak. Nola banatzen dira bi teknologia horiek egungo merkatuan?
GEINSA: «Azken produktuaren araberakoa da. Sektore batzuek substratuekin edo ekoizpen-zikloaren gehieneko tenperaturekin lotutako arrazoiengatik bakarrik erabil ditzakete estaldura likidoak. Hala ere, hauts-estaldura asko aurreratu da: gaur egun polimerizazio-tenperatura baxuko hautsak daude, 120 ° C ingurukoak, eta plastikoa edo zura bezalako material termosentikorrak ere estaltzeko aukera ematen dute. Honek lehen pentsaezinak ziren merkatu berriak irekitzen ditu. Hauts-estaldurak automatizazio- eta robotizazio-maila handiagoa eskaintzen du, estaldura likidoen aplikazioak baino errazago inplementatzen dena. Prozesu horrek eskuzko nolabaiteko trebetasuna eskatzen du oraindik, goi-mailako akabera estetikoak lortzeko.
Bestalde, estaldura likidoak elastikotasuna eta ezaugarri estetiko handiagoak eskaintzen ditu. Nahiz eta teknologia biak batera egon merkatuan, hauts-estaldurak ingurumen-inpaktu txikiagoa du, ez baitu konposatu organiko lurrunkorrik igortzen. GEINSAk askotariko sektoreetan jarduten du – eolikotik hasi eta trenbideetaraino –; sektore horietan, estaldura likidoa da, oraindik ere, korrosioaren aurkako ziklo zorrotzenen aukera gogokoena.
2024an, hauts-estaldura izan zen gure fakturazioaren zatirik handiena. Aldiz, 2025ean lan handia egin dugu haize- eta trenbide-sektoreetan, estaldura likidoaren bidez tratatutako osagai handiekin. Horren adibide dira Bilboko portuan instalatzen ditugun estaldura-kabina estatikoak, neurri berezikoak.
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Nos alegra mostrar la reciente entrevista publicada en la revista IPCM, International Paint & Coating Magazine sobre la trayectoria de GEINSA, nuestra evolución y los retos tecnológicos que afrontamos en el ámbito del recubrimiento industrial.
GEINSA: innovación continua y raíces sólidas
La historia de GEINSA, empresa bilbaína dedicada al diseño y la construcción de instalaciones de pintura en polvo y líquida, está estrechamente ligada al desarrollo industrial del País Vasco, especialmente en el sector de la construcción naval y de las infraestructuras. En esta entrevista descubrimos en profundidad la misión, la visión y los objetivos futuros de esta empresa firmemente arraigada en España pero con un alcance mundial.
Diversas fuentes históricas y museísticas relatan cómo la construcción naval en Bizkaia, una provincia de la comunidad autónoma del País Vasco, forjó desde principios del siglo XX un tejido empresarial fuerte y duradero (Euskalduna y otros astilleros).
Durante la última parte del siglo XIX, el área alrededor del estuario del río Nervión en Bilbao emprendió un proceso de transformación hasta convertirse en un espacio industrial moderno. El crecimiento de la industria minera y del sector marítimo conllevó un aumento en la demanda de buques, lo que a su vez impulsó el desarrollo de la moderna construcción naval.
Esta evolución industrial explica la actual concentración de proveedores técnicos especializados en el tratamiento y acabado de metales en el área de Bilbao. La construcción y reparación naval exige la presencia de talleres de mecanizado y soldadura, así como proveedores de recubrimientos y sistemas de pintura para componentes de gran tamaño (cascos, superestructuras, componentes incluidos en los contratos).
En años recientes, los astilleros del País Vasco (empresas como Zamakona, Murueta, entre otras) se han especializado en la construcción de buques especiales y en reparaciones complejas, lo que ha generado una demanda de suministros altamente sofisticados a nivel técnico y, en muchos casos, personalizados.
Este contexto ha favorecido el desarrollo de empresas punteras como GEINSA, ubicada en Erandio (Bilbao), una de las principales compañías de ingeniería y fabricación de instalaciones de recubrimiento líquido y en polvo – manuales, semiautomáticas y automáticas – de la Península Ibérica. Su historia está íntimamente ligada al desarrollo de la industria naval en el golfo de Bizkaia.
Con motivo del traslado de GEINSA en el mes de junio a la nueva ubicación, hemos entrevista a la empresa industrial. En el encuentro, Jon Franco repasó los hitos más relevantes de la trayectoria de la empresa, subrayando sus principales fortalezas, las líneas estratégicas de crecimiento y el enfoque con el que GEINSA encara el futuro. Desde su fundación en 1967, la empresa ha montado más de 3000 instalaciones para el recubrimiento superficial en más de 30 países.
¿Qué momentos destacaría como los más importantes en la historia de GEINSA?
GEINSA: “GEINSA fue fundada en 1967. El actual propietario y presidente comenzó fabricando sistemas de generación de calor, que evolucionaron rápidamente hacia cabinas de pintura estáticas destinadas al sector de la construcción naval y a la industria de carrocerías. Fue en los años setenta cuando comenzamos a instalar las primeras cabinas para la reparación de la pintura de automóviles, para luego abarcar también vehículos más grandes y componentes industriales.
En la década de 1980, nos orientamos hacia el diseño de instalaciones más complejas y estructuradas. Con el tiempo, se desarrollaron las primeras líneas completas de recubrimiento líquido, con pretratamientos automatizados y procesos integrales que incorporaban todos los elementos necesarios para automatizar los procesos.
Fue entonces cuando el recubrimiento en polvo empezó a consolidarse como una alternativa válida a la pintura líquida, ya que ofrece ventajas competitivas y una mayor idoneidad para ciertos productos. Desde entonces, GEINSA ha seguido evolucionando, desarrollando instalaciones automáticas tanto para la aplicación de recubrimientos líquidos como en polvo, incorporando progresivamente todas las tecnologías disponibles.
Visitar ferias, analizar las innovaciones y adaptarlas a nuestros sistemas ha sido, desde siempre, una parte fundamental de nuestra filosofía. Incluso cuando una tecnología aún no estaba del todo desarrollada, lográbamos integrarla en nuestros sistemas para ofrecer un valor añadido a nuestros clientes. Esta evolución constante, nunca revolucionaria pero siempre progresiva, nos ha garantizado la estabilidad financiera y el crecimiento continuado de la empresa a lo largo de los años.
El capital humano también ha desempeñado un papel clave: además de estar profundamente implicado en la empresa, nuestro personal recibe formación continua para evolucionar en paralelo al desarrollo corporativo”.
¿Diría que la principal fortaleza de la empresa ha sido la capacidad de anticiparse a los cambios?
GEINSA: “Sí, siempre hemos procurado mantenernos un paso por delante. Llevamos tiempo integrando sistemas para mejorar la eficiencia energética de nuestras instalaciones. Cuando se comenzó a hablar de digitalización e Industria 4.0, nosotros ya habíamos incorporado elementos para prepararnos a dicho cambio. Actualmente trabajamos de forma similar en el ámbito de la descarbonización. Llevamos años estudiando cómo integrar en nuestros sistemas soluciones que permitan reducir el uso de combustibles fósiles, anticipándonos al momento en que estos se vuelvan obsoletos.
Estamos ubicados en una zona industrial altamente desarrollada, lo que nos ha permitido construir a lo largo del tiempo una sólida red de proveedores y socios. No obstante, siempre hemos mantenido un taller interno. Esto nos ha otorgado independencia y capacidad productiva: en los momentos de crisis económica hemos podido contar con nuestros propios técnicos y mantener la plantilla sin recurrir a subcontrataciones. Lo mismo ocurre con los equipos de montaje, compuestos por personal experto y estable, con un conocimiento profundo de nuestras instalaciones.
Colaboramos con proveedores especializados en ventilación, calefacción y climatización, a los que consideramos auténticos socios tecnológicos. Son parte de nuestra evolución: nos mantienen al día acerca de las innovaciones y nos ayudan a integrarlas en nuestros sistemas”.
¿Considera que la principal inversión de GEINSA ha sido en capital humano?
GEINSA: “Absolutamente sí, pero sin dejar de lado la innovación tecnológica. Hemos desarrollado numerosos proyectos de investigación y desarrollo. No nos consideramos simples proveedores, sino socios o partners tecnológicos de nuestros clientes. Cuando un cliente tiene un problema de pretratamiento o de acabado superficial, lo analizamos juntos y buscamos la solución más eficaz. Nuestras instalaciones suelen ser modulares, pero siempre se personalizan según las necesidades específicas del cliente.
Por eso, cada vez que un cliente instala un sistema GEINSA en una nueva planta, la línea se personaliza según el entorno específico, aunque el producto final sea idéntico. Nuestro objetivo es proporcionar una solución que ofrezca una ventaja económica para el cliente, que mejore su eficiencia y productividad. Este enfoque ha fomentado relaciones sólidas y duraderas.
Aproximadamente el 60-70% de nuestra facturación proviene de clientes que confían en nosotros una y otra vez. Somos muy rigurosos en cuanto al cumplimiento de las especificaciones y de los plazos de entrega, y esto nos ha permitido consolidar nuestra reputación. Recientemente, hemos ampliado nuestra capacidad con un nuevo centro productivo equipado con maquinaria de transformación metálica de última generación que, gracias a su alto nivel de automatización, nos permite aumentar la productividad sin ampliar el personal de forma sustancial.
A pesar de las distintas crisis económicas que hemos afrontado, GEINSA nunca se ha detenido. Al contrario, ha sabido convertir cada desafío en una oportunidad de crecimiento, actuando con perspectiva a largo plazo, incorporando mejoras y anticipando el futuro”.
Hablando de digitalización: ¿qué tipo de tecnologías está desarrollando actualmente GEINSA?
GEINSA: “Antes de la pandemia, ya habíamos comenzado a integrar sistemas de telemetría y digitalización en nuestras líneas, para proporcionar asistencia remota a los clientes, especialmente en el extranjero. La pandemia, y el paréntesis que supuso, nos permitió perfeccionar estos sistemas. Ahora, gracias al sistema TELEMATIK, nuestras instalaciones recogen y analizan datos en tiempo real: productividad, velocidad, consumos, calidad de los baños de pretratamiento.
Hemos desarrollado una plataforma avanzada de Industria 4.0 con funciones predictivas y algoritmos de análisis que representan el paso siguiente hacia la implementación de la inteligencia artificial. Los clientes pueden supervisarlo todo –desde su PC, tableta o smartphone– y visualizar el estado de cualquier máquina, analizando las posibles anomalías o los márgenes de mejora.
Cada máquina nueva incorpora entre el 5 y el 10 % de innovaciones respecto a la generación anterior, gracias a un proceso constante de optimización energética y reducción de consumos”.
GEINSA diseña instalaciones para el recubrimiento superficial tanto líquido como en polvo. ¿Cómo se reparten estas dos tecnologías en el mercado actual?
GEINSA: “Depende mucho del producto final. Algunos sectores solo pueden utilizar recubrimientos líquidos por motivos relacionados con los sustratos o con las temperaturas máximas del ciclo de producción. Sin embargo, el recubrimiento en polvo ha progresado mucho: hoy en día existen polvos de baja temperatura de polimerización, alrededor de 120 °C, que permiten recubrir incluso materiales termosensibles como el plástico o la madera. Esto abre nuevos mercados que antes eran impensables. El recubrimiento en polvo ofrece un mayor grado de automatización y robotización, más fácil de implementar que la aplicación de recubrimientos líquidos, un proceso que aún requiere cierta destreza manual para lograr acabados estéticos de alto nivel.
Por otro lado, el recubrimiento líquido ofrece elasticidad y cualidades estéticas superiores. Aunque ambas tecnologías conviven en el mercado, el recubrimiento en polvo destaca por su menor impacto ambiental, ya que no emite compuestos orgánicos volátiles. GEINSA opera en sectores muy diversos –desde el eólico hasta el ferroviario– donde el recubrimiento líquido sigue siendo la opción preferida para los ciclos anticorrosivos más exigentes.
En 2024, el recubrimiento en polvo representó la mayor parte de nuestra facturación. En cambio, en 2025 hemos trabajado mucho en los sectores eólico y ferroviario, con grandes componentes tratados mediante recubrimiento líquido. Un ejemplo son las cuatro cabinas estáticas de recubrimiento que instalamos en el puerto de Bilbao, de dimensiones excepcionales: 120 x 20 x 25 metros. De cara a 2026, prevemos un nuevo crecimiento en las instalaciones de líneas de recubrimiento en polvo”.
¿Cuáles son los objetivos empresariales a corto plazo?
GEINSA: “Queremos seguir creciendo de manera sostenida, con incrementos anuales de entre el 2 y el 5 %.
El nuevo centro productivo se convertirá en nuestro polo principal, mientras que la sede actual se dedicará a los servicios de posventa, mantenimiento y reparaciones. Nuestro objetivo es mantener el liderazgo en el mercado nacional –somos la empresa con mayor experiencia en el tratamiento superficial industrial del sector – y reforzar la fidelidad de los clientes.
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We are pleased to share the interview published in IPCM, International Paint & Coating Magazine, covering GEINSA’s trajectory, our evolution and the technological challenges we face in the field of industrial coating.
GEINSA: Continuous Innovation and Solid Roots
The history of GEINSA, a Bilbao-based company dedicated to the design and construction of liquid and powder coating installations, is closely linked to the industrial development of the Basque Country, especially in the shipbuilding and infrastructure sectors. In this interview, we take an in-depth look at the mission, vision, and future objectives of a company firmly rooted in Spain yet with a global reach.
Various historical and museum sources recount how shipbuilding in Bizkaia, a province of the Basque Country, forged a strong and enduring industrial network from the early 20th century onward (Euskalduna and other shipyards).
During the late 19th century, the area surrounding the Nervión River estuary in Bilbao underwent a profound transformation, becoming a modern industrial hub. The growth of the mining and maritime industries increased the demand for ships, which in turn drove the emergence of modern shipbuilding.
This industrial evolution explains the current concentration of specialized technical suppliers in metal treatment and finishing in the Bilbao area. Shipbuilding and repair require machining and welding workshops, as well as coating suppliers and painting systems for large components (hulls, superstructures, and contract-related parts).
In recent years, Basque shipyards (companies such as Zamakona, Murueta and others) have specialized in the construction of special vessels and complex repairs, generating a demand for highly sophisticated and often customized technical supplies.
This context has fostered the growth of leading companies such as GEINSA, located in Erandio (Bilbao), one of the main engineering and manufacturing firms of manual, semi-automatic, and automatic liquid and powder coating installations in the Iberian Peninsula. Its history is closely tied to the development of the shipbuilding industry in the Bay of Biscay.
To mark GEINSA’s relocation in June to its new facilities, we interviewed Jon Franco, Operations Director. During the conversation, he reviewed the most significant milestones in the company’s history, highlighting its main strengths, strategic growth lines, and the approach with which GEINSA faces the future. Since its founding in 1967, the company has installed more than 3,000 surface-coating systems in over 30 countries.
What moments would you highlight as the most important in GEINSA’s history?
Jon Franco: “GEINSA was founded in 1967. The current owner and president began by manufacturing heat generation systems, which quickly evolved into static paint booths for the shipbuilding sector and the bodywork industry. It was in the 1970s that we started installing the first booths for automotive paint repair, later expanding to larger vehicles and industrial components.
In the 1980s, we shifted towards the design of more complex and structured installations. Over time, the first complete liquid coating lines were developed, with automated pretreatment and fully integrated processes that incorporated all the elements needed to automate production.
It was also at this time that powder coating began to consolidate as a viable alternative to liquid paint, offering competitive advantages and greater suitability for certain products. Since then, GEINSA has continued to evolve, developing automatic installations for both liquid and powder coating, progressively integrating all available technologies.
Attending trade fairs, analyzing innovations, and adapting them to our systems has always been a core part of our philosophy. Even when a technology was not yet fully developed, we managed to integrate it into our systems to offer added value to our customers. This constant evolution—never revolutionary but always progressive—has ensured the company’s financial stability and steady growth over the years.
Human capital has also played a key role: our personnel are deeply committed to the company and receive continuous training to evolve in parallel with corporate development.”
Would you say the company’s main strength has been its ability to anticipate change?
JF: “Yes, we have always tried to stay one step ahead. We have long been integrating systems to improve the energy efficiency of our installations. When discussions around digitalization and Industry 4.0 began, we had already incorporated elements to prepare for that transition. Today, we are working in a similar way in the area of decarbonization. For years we have been studying how to integrate solutions that reduce the use of fossil fuels, anticipating the moment when they become obsolete.
We are located in a highly developed industrial area, which has allowed us to build a strong network of suppliers and partners over time. Nonetheless, we have always maintained our own internal workshop. This has given us independence and production capacity: during economic crises we have been able to rely on our own technicians and maintain our workforce without resorting to subcontracting. The same is true for our assembly teams, made up of experienced, stable personnel with in-depth knowledge of our installations.
We collaborate with specialized suppliers in ventilation, heating, and climate control, whom we consider true technological partners. They are part of our evolution: they keep us informed about innovations and help us integrate them into our systems.”
Do you consider human capital to be GEINSA’s main investment?
JF: “Absolutely yes, although without neglecting technological innovation. We have developed numerous research and development projects. We do not see ourselves simply as suppliers, but as partners or technological collaborators for our customers. When a customer has a pretreatment or surface-finishing problem, we analyze it together and look for the most effective solution. Our installations are usually modular, but they are always customized according to the customer’s specific needs.
For this reason, every time a customer installs a GEINSA system in a new plant, the line is adapted to the specific environment, even if the final product is identical. Our goal is to provide a solution that delivers an economic advantage to the customer, improving their efficiency and productivity. This approach has fostered strong and lasting relationships.
Approximately 60–70% of our turnover comes from customers who trust us repeatedly. We are extremely rigorous in meeting specifications and delivery deadlines, which has helped consolidate our reputation. Recently, we expanded our capacity with a new production center equipped with state-of-the-art metal transformation machinery which, thanks to its high level of automation, allows us to increase productivity without significantly expanding the workforce.
Despite the various economic crises we have faced, GEINSA has never stopped. On the contrary, it has managed to turn each challenge into an opportunity for growth, acting with long-term perspective, implementing improvements, and anticipating the future.”
Speaking of digitalization: what types of technologies is GEINSA currently developing?
JF: “Before the pandemic, we had already begun integrating telemetry and digitalization systems into our lines to provide remote assistance to customers, especially abroad. The pandemic, and the pause it brought, allowed us to refine these systems. Now, thanks to the TELEMATIK system, our installations collect and analyze real-time data: productivity, speed, consumption, and the quality of the pretreatment baths.
We have developed an advanced Industry 4.0 platform with predictive functions and analysis algorithms that represent the next step toward the implementation of artificial intelligence. Customers can monitor everything—from their PC, tablet, or smartphone—and view the status of any machine, analyzing potential anomalies or areas for improvement.
Each new machine incorporates between 5% and 10% more innovations than the previous generation, thanks to a continuous process of energy optimization and consumption reduction.”
GEINSA designs installations for both liquid and powder surface coating. How are these two technologies positioned in today’s market?
JF: “It depends greatly on the final product. Some sectors can only use liquid coatings due to substrate-related issues or the maximum temperatures in the production cycle. However, powder coating has advanced considerably: today there are low-temperature curing powders—around 120 °C—which make it possible to coat even thermosensitive materials such as plastic or wood. This opens new markets that were previously unthinkable. Powder coating offers a higher degree of automation and robotization, easier to implement than liquid coating, which still requires a certain level of manual skill to achieve high-quality aesthetic finishes.
On the other hand, liquid coating offers greater elasticity and superior aesthetic qualities. While both technologies coexist in the market, powder coating stands out for its lower environmental impact, as it emits no volatile organic compounds. GEINSA operates in very diverse sectors—from wind energy to rail—where liquid coating remains the preferred option for the most demanding anticorrosion cycles.
In 2024, powder coating accounted for most of our turnover. In contrast, in 2025 we worked extensively in the wind and railway sectors, with large components treated using liquid coating. One example is the four static coating booths we installed at the port of Bilbao, with exceptional dimensions: 120 × 20 × 25 meters. Looking ahead to 2026, we anticipate renewed growth in powder-coating line installations.”
What are the short-term business objectives?
JF: “We want to continue growing steadily, with annual increases of between 2% and 5%.
The new production center will become our main hub, while the current headquarters will focus on after-sales, maintenance, and repairs. Our goal is to maintain our leadership in the national market—we are the company with the greatest experience in industrial surface treatment in the sector—and to strengthen customer loyalty.”
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Wir freuen uns, das kürzlich in der Zeitschrift IPCM, International Paint & Coating Magazine, veröffentlichte Interview über die Entwicklung von GEINSA, unsere Weiterentwicklung und die technologischen Herausforderungen, denen wir im Bereich der industriellen Beschichtung begegnen, zu präsentieren.
GEINSA: kontinuierliche Innovation und starke Wurzeln
Die Geschichte von Geinsa, einem in Bilbao ansässigen Unternehmen, das sich auf die Planung und den Bau von Anlagen für die Pulver- und Nasslackierung spezialisiert hat, ist eng mit der industriellen Entwicklung des Baskenlandes verbunden, insbesondere im Schiffbau- und Infrastruktursektor. In diesem Interview erfahren wir mehr über die Mission, die Vision und die zukünftigen Ziele eines Unternehmens, das fest in Spanien verwurzelt ist und gleichzeitig international tätig ist.
Verschiedene historische und museale Quellen berichten, wie der Schiffbau in Bizkaia, einer Provinz der Autonomen Gemeinschaft Baskenland, seit Beginn des 20. Jahrhunderts ein starkes und dauerhaftes industrielles Netz geschaffen hat (Euskalduna und andere Werften).
In der zweiten Hälfte des 19. Jahrhunderts erlebte das Gebiet rund um die Mündung des Nervión in Bilbao eine tiefgreifende Transformation und entwickelte sich zu einem modernen Industriezentrum. Das Wachstum der Bergbau- und der Schifffahrtsindustrie führte zu einer steigenden Nachfrage nach Schiffen und trieb somit die Entwicklung des modernen Schiffbaus voran.
Diese industrielle Entwicklung erklärt die heutige Konzentration technischer Anbieter, die auf die Behandlung und Veredelung von Metallen spezialisiert sind, im Raum Bilbao. Der Schiffbau und die Schiffsreparatur erfordern die Präsenz von mechanischen Werkstätten, Schweißbetrieben sowie Anbietern von Beschichtungen und Lackiersystemen für große Bauteile (Rümpfe, Aufbauten, im Lieferumfang enthaltene Komponenten).
In den letzten Jahren haben sich die Werften des Baskenlandes (Unternehmen wie Zamakona, Murueta u. a.) auf den Bau von Spezialschiffen und komplexe Reparaturen spezialisiert. Dies hat den Bedarf an technisch hochentwickelten und häufig maßgeschneiderten Lösungen deutlich erhöht.
Dieses Umfeld hat die Entwicklung führender Unternehmen wie GEINSA gefördert. GEINSA, mit Sitz in Erandio (Bilbao), zählt zu den wichtigsten Engineering- und Herstellungsunternehmen für manuelle, halbautomatische und automatische Anlagen zur Nass- und Pulverbeschichtung auf der Iberischen Halbinsel. Seine Geschichte ist eng mit der Entwicklung der Schifffahrtsindustrie im Golf von Bizkaia verknüpft.
Anlässlich des Umzugs von GEINSA im Juni an den neuen Standort haben wir Jon Franco, Betriebsleiter, interviewt. In unserem Gespräch blickte Jon Franco auf die wichtigsten Meilensteine der Unternehmensgeschichte zurück und betonte die zentralen Stärken, die strategischen Wachstumsrichtungen und die Zukunftsausrichtung von GEINSA. Seit seiner Gründung im Jahr 1967 hat das Unternehmen mehr als 3000 Anlagen zur Oberflächenbeschichtung in über 30 Ländern installiert.
Welche Momente würden Sie als die bedeutendsten in der Geschichte von GEINSA hervorheben?
Jon Franco: „GEINSA wurde 1967 gegründet. Der heutige Eigentümer und Präsident begann mit der Herstellung von Wärmeerzeugungssystemen, die sich rasch zu statischen Lackierkabinen für den Schiffbau und die Karosseriebauindustrie weiterentwickelten. In den siebziger Jahren installierten wir die ersten Kabinen für die Reparaturlackierung von Automobilen und später auch für größere Fahrzeuge und industrielle Komponenten.
In den 1980er-Jahren orientierten wir uns zunehmend an der Planung komplexerer und strukturierter Anlagen. Im Laufe der Zeit entstanden die ersten vollständigen Nasslacklinien, mit automatisierten Vorbehandlungen und integrierten Prozessen, die alle notwendigen Elemente zur Automatisierung enthielten.
Zu dieser Zeit begann sich die Pulverbeschichtung als valide Alternative zur Nasslackierung zu etablieren, da sie wettbewerbsfähige Vorteile und mehr Eignung für bestimmte Produkte bietet. Seitdem hat sich GEINSA kontinuierlich weiterentwickelt und automatische Anlagen sowohl für die Nass- als auch für die Pulverbeschichtung entwickelt, wobei nach und nach alle verfügbaren Technologien integriert wurden.
Der Besuch von Fachmessen, die Analyse von Innovationen und deren Anpassung an unsere Systeme waren stets ein zentraler Bestandteil unserer Philosophie. Auch wenn eine Technologie noch nicht vollständig ausgereift war, gelang es uns, sie zu integrieren und unseren Kunden so einen Mehrwert zu bieten. Diese konstante, nie revolutionäre, aber stets progressive Entwicklung hat uns über die Jahre hinweg finanzielle Stabilität und kontinuierliches Wachstum gesichert.
Auch das Humankapital spielte eine Schlüsselrolle: Unsere Mitarbeiter sind nicht nur stark mit dem Unternehmen verbunden, sondern werden auch kontinuierlich geschult, um sich parallel zur Unternehmensentwicklung weiterzuentwickeln.“
Würden Sie sagen, dass die größte Stärke des Unternehmens darin besteht, Veränderungen vorherzusehen?
JF: „Ja, wir haben immer versucht, einen Schritt voraus zu sein. Seit Jahren integrieren wir Systeme zur Steigerung der Energieeffizienz unserer Anlagen. Als man erstmals über Digitalisierung und Industrie 4.0 sprach, hatten wir bereits entsprechende Elemente eingebaut, um auf den Wandel vorbereitet zu sein. Heute arbeiten wir auf ähnliche Weise im Bereich der Dekarbonisierung. Seit Jahren untersuchen wir, wie sich Lösungen zur Reduzierung fossiler Brennstoffe in unsere Systeme integrieren lassen – in Erwartung des Moments, in dem sie obsolet werden.
Wir befinden uns in einem hochentwickelten Industriegebiet, was uns ermöglicht hat, im Laufe der Zeit ein starkes Netzwerk an Lieferanten und Partnern aufzubauen. Dennoch haben wir stets eine eigene Werkstatt betrieben. Das verschaffte uns Unabhängigkeit und Fertigungskapazität: In wirtschaftlichen Krisenzeiten konnten wir uns auf unsere eigenen Fachkräfte verlassen und die Belegschaft halten, ohne auf Subunternehmer zurückzugreifen. Dasselbe gilt für unsere Montageteams, die aus erfahrenem, langfristig beschäftigtam Personal bestehen und unsere Anlagen in- und auswendig kennen.
Wir arbeiten mit spezialisierten Anbietern von Lüftungs-, Heizungs- und Klimatechnik zusammen, die wir als echte Technologiepartner betrachten. Sie sind Teil unserer Entwicklung: Sie halten uns über Innovationen auf dem Laufenden und unterstützen uns bei deren Integration.“
Würden Sie sagen, dass die größte Investition von GEINSA in das Humankapital geflossen ist?
JF: „Absolut, aber ohne die technologische Innovation zu vernachlässigen. Wir haben zahlreiche Forschungs- und Entwicklungsprojekte umgesetzt. Wir sehen uns nicht als einfache Lieferanten, sondern als technische Partner unserer Kunden. Wenn ein Kunde ein Problem in der Vorbehandlung oder der Oberflächenveredelung hat, analysieren wir es gemeinsam und suchen die effizienteste Lösung.
Unsere Anlagen sind modular aufgebaut, werden jedoch stets an die spezifischen Anforderungen des Kunden angepasst.
Deshalb wird jede GEINSA-Anlage, die ein Kunde in einem neuen Werk installiert, individuell an die örtlichen Gegebenheiten angepasst – selbst wenn das Endprodukt identisch ist. Unser Ziel ist es, eine Lösung bereitzustellen, die dem Kunden wirtschaftliche Vorteile verschafft und seine Effizienz und Produktivität steigert. Dieses Vorgehen hat zu stabilen und dauerhaften Geschäftsbeziehungen geführt.
Etwa 60–70 % unseres Umsatzes stammen von Kunden, die immer wieder mit uns zusammenarbeiten. Wir legen großen Wert auf die Einhaltung der Spezifikationen und Liefertermine, was unseren Ruf erheblich gestärkt hat. Kürzlich haben wir unsere Kapazitäten mit einem neuen Produktionszentrum erweitert, das über modernste Metallbearbeitungsmaschinen verfügt. Deren hoher Automatisierungsgrad ermöglicht uns eine Produktivitätssteigerung, ohne den Personalbestand wesentlich zu vergrößern.
Trotz der verschiedenen wirtschaftlichen Krisen hat GEINSA nie stillgestanden. Im Gegenteil: Wir haben jede Herausforderung in eine Wachstumschance verwandelt, langfristig gedacht, Verbesserungen umgesetzt und die Zukunft antizipiert.“
Wenn wir über Digitalisierung sprechen: Welche Technologien entwickelt GEINSA derzeit?
JF: „Bereits vor der Pandemie hatten wir begonnen, Telemetrie- und Digitalisierungssysteme in unsere Anlagen zu integrieren, um Kunden – insbesondere im Ausland – Fernunterstützung bieten zu können. Die Pandemie und die damit verbundene Pause ermöglichten es uns, diese Systeme zu perfektionieren.
Heute erfassen und analysieren unsere Anlagen dank des TELEMATIK-Systems Daten in Echtzeit: Produktivität, Geschwindigkeit, Verbrauchswerte, Qualität der Vorbehandlungsbäder.
Wir haben eine fortschrittliche Industrie-4.0-Plattform mit prädiktiven Funktionen und Analysealgorithmen entwickelt, die den nächsten Schritt in Richtung künstlicher Intelligenz darstellen. Kunden können alles überwachen – vom PC, Tablet oder Smartphone aus – und den Status jeder Maschine einsehen, mögliche Anomalien analysieren oder Optimierungspotenziale bewerten.
Jede neue Maschine enthält dank eines kontinuierlichen Prozesses energetischer Optimierung und Verbrauchsreduzierung zwischen 5 und 10 % an Innovationen im Vergleich zur vorherigen Generation.“
GEINSA entwickelt Anlagen sowohl für die Nass- als auch für die Pulverbeschichtung. Wie verteilt sich diese Nachfrage heute im Markt?
JF: „Das hängt stark vom Endprodukt ab. Einige Sektoren können aufgrund der Substrate oder der maximal zulässigen Prozesstemperaturen ausschließlich Nasslacke verwenden. Die Pulverbeschichtung hat jedoch enorme Fortschritte gemacht: Es gibt inzwischen Niedrigtemperaturpulver mit einer Vernetzungstemperatur von etwa 120 °C, die sogar die Beschichtung temperaturempfindlicher Materialien wie Kunststoff oder Holz ermöglichen. Dadurch eröffnen sich neue Märkte, die früher undenkbar waren. Pulverbeschichtung bietet zudem einen höheren Grad an Automatisierung und Robotisierung, was sich leichter implementieren lässt als die Nasslackierung, die weiterhin manuelles Geschick erfordert, um hochwertige ästhetische Oberflächen zu erzielen.
Nasslackierung bietet hingegen Elastizität und besonders hochwertige ästhetische Eigenschaften. Beide Technologien bestehen nebeneinander, aber die Pulverbeschichtung zeichnet sich durch ihre geringere Umweltbelastung aus, da sie keine flüchtigen organischen Verbindungen emittiert. GEINSA ist in sehr unterschiedlichen Branchen tätig – von der Windenergie bis zur Bahnindustrie – in denen die Nasslackierung weiterhin die bevorzugte Lösung für die anspruchsvollsten Korrosionsschutzsysteme ist.
Im Jahr 2024 machte die Pulverbeschichtung den größten Teil unseres Umsatzes aus. 2025 waren wir hingegen stark in den Windenergie- und Bahnsektoren tätig, mit großen Bauteilen, die mittels Nasslackierung behandelt wurden. Ein Beispiel sind die vier statischen Beschichtungskabinen, die wir im Hafen von Bilbao installiert haben – mit außergewöhnlichen Abmessungen von 120 × 20 × 25 Metern. Für 2026 rechnen wir erneut mit einem Wachstum bei Pulverbeschichtungslinien.“
Welche kurzfristigen Unternehmensziele verfolgen Sie?
JF: „Wir möchten weiterhin nachhaltig wachsen, mit jährlichen Steigerungen zwischen 2 und 5 %.
Das neue Produktionszentrum wird zu unserem Hauptstandort, während der bisherige Firmensitz für den After-Sales-Bereich, die Wartung und Reparaturen vorgesehen ist. Unser Ziel ist es, unsere führende Position auf dem nationalen Markt – wir sind das Unternehmen mit der größten Erfahrung im industriellen Oberflächenschutz – zu festigen und die Kundentreue weiter zu stärken.“
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